Sobre bichos estranhos, aniversário e horário de verão.

17/10/2011 3 comentários

Morar no mato sempre me rende algumas surpresas. A maior parte delas são coisas estranhas, mas, bem, fazer o quê.

Como por exemplo nesses últimos dias em que São Pedro decidiu que não tinha água suficiente na superfície da Terra para que os seres humanos vivessem dignamente e resolveu abrir todas as comportas divinas que estavam sob sua jurisdição: eu tava voltando pra casa da minha tia à noite e de repente me vi cara a cara com um sapo.

Sim, meus amigos. Um sapo. Você já viu um sapo, querido leitor?
Eles não são criaturinhas bonitinhas como muitos fazem parecer.

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Gero gero

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Tampouco são fofinhos e gostosos de passar a mão.
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Nhoooooo

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Não são também espadachins medievais cujo objetivo de vida é vingar seu amigo morto pelo rei dos demônios.
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Mine name is Glenn! Cyrus' hopes and dreams…and now the Masamune, these will now become my burden! Forthwith I will slay Magus and restore honor!

Não, amigos. Sapos são criaturinhas asquerosas e nojentas, verdes e gosmentas.
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Nem de longe parecem com suas representações. Esses trecos não são nada legais. Esse puto pulou no meu pé antes de ir embora (leia-se: ser arremessado com raiva pelo meu poderoso chute). Não foi legal.

Aliás, Assaí anda com vários bichos estranhos esses tempos. Ontem quando voltava de uma viagem para São Paulo uma nuvem (e olhaí: nem sei se é nuvem mesmo que se usa quando vai se falar desses bichos. Eu sei que quando se trata de gafanhotos mas sei lá, né. Vai que to errado e, admito, isso não é uma coisa rara de acontecer.) de besouros atacou o carro em que estava. Não, mentira. Nós que acabamos entrando na grande nuvem que estacionou na cidade.

Foi estranho.

Enfim, eu to aqui a meia hora tentando achar alguma coisa pra servir de ligação entre esse assunto bizarros dos bichos e um outro, mas não tá dando certo. Eu já fui melhor.
Mas o negócio é que sexta feira foi meu aniversário.

Algumas pessoas, quando descobriam que era aquele o dia em que comemorava minha vinda à esse adorável planetinha azul, ficavam meio bravas comigo por não ter dito nada ou avisado ou coisas do gênero. Francamente, não sei qual a pira. Nunca entendi a galera que anuncia pra todo ‘WOW HOJE É MEU ANIVERSÁRIO PARABÉNS PRA MIM YEESS” a não ser que seja para anunciar em seguida “FESTA LÁ EM CASA TUDO LIBERADO UHU”. Coisas que eu obviamente não faria.

E também, não vejo nada demais em aniversário. Não que seja um dia como outro qualquer, mas também não é lá muito sensacional. Nunca senti a necessidade de mendigar confete nessa data.
Mas não posso falar que não recebi nenhum tipo de presente. Sábado começou o horário de verão, né?

Eu odeio o horário de verão.

Eu demoro pra cacete pra conseguir me acostumar com esse horário e por conta disso acabo ficando ainda mais zumbi de manhã. É ruim.
Sem falar que, como o ônibus que eu tomo pra chegar na universidade sai às 6h, quando saio de casa ainda vejo estrelas no céu.

Isso, meus caros leitores, não é legal.

Sabe, é muito difícil pra mim criar um título decente, por isso volta e meia eu escrevo esses títulos gigantes que nada dizem ou tem a ver com o post em si

Escrevi CSI sem querer quando tava escrevendo o título.

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Antes eu tinha um problema muito sério pra escrever posts pra essa birosca aqui. Um negócio que atrapalhava muito o processo de atualização: as idéias mais fenomenais pra comentar com meus sempre imaginários leitores se davam em um momento em que um computador não estava à mão. Às vezes, e não raro isso acontecia, eu tinha que escrever no meu caderno — o mesmo que tenho desde o começo do curso — pra depois, quando chegasse em Assaí, digitar e tudo.

Claro que, devido a minha preguiça monstruosa, eu nunca passava pro computador. E aí as coisas iam se perdendo, ficando defasadas, obsoletas e, no fim, não tinha mais sentido postá-las. Por causa disso tem nesse caderno um milhão de posts, alguns completos e outros pela metade. Esses pela metade, nem sei mais pra onde eles iam. Porque, claro, eu tenho essa sensacional mania de fazer uma introdução que não tem nada a ver com o assunto real do post.

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Graças a deus não é o caso desse post.

Aposto que você estava esperando uma foto do meu caderno, mas nunca de uma cacatua. Rá.

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Mas agora essa vida de fodido acabou! (não)

A biblioteca setorial da minha faculdade agora tem disponíveis três computadores pra galera usar. A intenção é aumentar a produtividade do pessoal, dando espaço àqueles que não são felizes possuidores de um notebook fazer seus trabalhos ainda no campus. Uma iniciativa que eu achei sensacional e muito bem pensada mas que tem um grande problema em sua execução.Em um determinado momento, olhei para os lados aqui e os dois computadores (e com isso o leitor mais espertinho pode inferir que estou no meio) estavam logados no facebook.

E os dois usuários, com aquela cara de tédio que é característica a todos que não tem muito o que fazer na internet mas se mantem nela apenas para matar o tempo.

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É complicado, porque tenho certeza que alguém estava esperando pra fazer algum trabalho extremamente complicado e longo, mas não pôde por causa da rede social simpática do sr. Zuckerberg.

Se bem que eu também não posso falar muito. Ao invés de fazer algo decente, estou aqui, redigindo esse post inútil e sem sentido.

Blé

Semana passada um amigo meu chamou minha atenção, perguntando se eu tinha desistido de novo desse blog ridículo. Nããão meus amiguinhos, não abandonei, não desisti nem nada. Eu só não postei por uma série de motivos:

  • Eu tava de férias, sabe? Queria ficar o mais longe possível de um computador;
  • Fui pra casa da Namorada e, bem, tava ocupado demais namorando pra pensar em blog;
  • Acabei ficando doente, tendo problemas pessoais e o caralho a quatro;
  • Quem se importa?

 

Enfim, não vou me alongar porque esse tipo de coisa é muito chata e de coisa chatas esse blog já ta cheio. Vamos então, coleguinhas imaginários e hipotéticos, falar sobre um assunto mais relevante.

MALUCO, TÁ MUITO FRIO!

 

Ontem à noite, quando estava no ônibus de Londrina pro Mato, eu estava bem quentinho. Assim que desci do negócio o frio virou pra mim e disse vem cá Yoshi meu garoto! e me deu um puta abraço apertado. Sério, tava muito frio. Tão frio que, pra vocês terem idéia, a água quente do chuveiro queimou meu pé, que aquela hora não era mais nada que uma pedra de gelo.

 

Eu gosto bastante de frio e tudo, mas sério, isso aqui não tá bacana não.

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dessa vez a culpa não foi minha, juro pra vocês

29/06/2011 2 comentários

Eu adoro o WordPress.com. De verdade. Adoro mesmo. Tenho o serviço em mais alta estima que, por exemplo, o Blogger. Os blogs hospedados no WP.com ficam… Não sei, a meu ver, com uma cara mais profissional. Mais bonita. Mais saudável. Se fosse comparar à vida real, o WordPress.com seria aquele atleta bom, mas não o suficiente para ser profissional enquanto que o Blogger seria aquele seu tio gordo que insiste em jogar bola nos churrascos de família mas não dá conta do exercício e acaba achando que vai morrer.

Gente desse naipe aqui, ó.

Isso, claro, em termos puramente estéticos.

Por que digo isso? Ora, o WP e muito bonito, muito estiloso, muito cutting-edge mas tem uma falha fundamental: ele não funciona.

O caso é que sexta feira eu tinha escrito um post até meio longo pra cá e, como tinha planejado passar o sábado inteiro nerdeando com a Namorada em jogos online, usei a maravilhosa ferramenta que permite agendar a publicação de um post, não tendo que me preocupar com trivialidades como atualizar meu blog quando tinha coisas claramente mais importantes pra fazer. Como por exemplo, bater loucamente em uma massa de pixels.

Essa ferramentinha aqui ó

Eu fiz o contorno dessa droga no paint. Vocês sabem o quanto é difícil contornar alguma coisa no paint? Sério, é uma tortura. E sabiam que ele não traça uma linha reta se voce clicar em um ponto, segurar shift e ctrl e clicar em outro ponto? O paint é uma vergonha mesmo, viu. Mas enfim, digresso.

E o que aconteceu? Ao invés de publicar meu post bem bonitinho como foi ordenado, meu texto foi mandado para o limbo. Para o beleléu. Para as cucuias. Pro espaço.

Esse é o motivo de este espaço virtual que você, caro leitor, está acessando, não ter sido atualizado no dia especificado ali em cima, na tagline – que muito provavelmente você ignorou. Seu merda. Não por negligência, mas por uma falha mecânica. Não, o blog não está fracassando novamente. Pelo contrário, novidades que ninguém (com a exceção da Vanessa, minha única leitora) irá ver estão planejadas.

E sábado retornam os posts irrelevantes dessa birosca.

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Não, o blog não fracassou de novo

23/06/2011 2 comentários

Por mais que ali em cima esteja escrito “atualizado as quartas e sábados”, tem post novo hoje. O negócio é que não consegui achar tempo pra postar no sábado e ontem porque, nossa. Estava atulhado de trabalhos da faculdade. Tanto que não tinha tempo nem disposição de respirar um tantinho mais fundo, quanto mais escrever posts. É uma tristeza.

Mas isso não importa. Sabem por que, amigos das internets? Porque hoje é FERIADO!

Por quatro gloriosos dias, não precisarei acordar às cinco da manhã, pegar dois ônibus para ir pra UEL e tudo mais. Vocês não sabem a vitória que isso é na minha vida. E, claro, feriados são sinônimo de diversão. O que poderia eu fazer nesses dias para enchê-los de diversão?

Ir para alguma festa?

Sair para beber?

Jogar bola com os amigos?

Errado. Vou é dormir.

RONC

 

Como bem observado pela minha amiga Vanessa, eu tenho alma de gente velha. Ao invés dessas socializações barulhentas, onde pessoas trombam, se acotovelam, derrubam coisas em você prefiro ficar em casa, vendo filme, lendo um livro, jogando alguma coisa ou até mesmo dormindo.

Eu sou velho e entediante.

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Sobre sonhos, jardim de infância, amores impossíveis e revelações aterradoras

Ontem tive um sonho muito estranho. Estava eu, uma das pessoas menos ágeis e atléticas do universo, ensinando alguém a dar estrelas e cambalhotas. Não reconheci a pobre alma e também não sei que fim ela tomou, mas rezo para que não tenha quebrado nenhum osso – e isso é bem provável, aprendeu essas coisas comigo.

Por causa desse sonho, lembrei que uma das minhas várias frustrações na vida é nunca ter conseguido dar um salto mortal. Não interessa quantas pessoas façam na minha frente e jurem de pé junto que é moleza, sou covarde demais pra isso. Poxa, no jardim de infância meus coleguinhas subiam nas grades e cercas do parquinho (que era cheio de areia fofa, pra amortecer eventuais quedas) e ficavam dando saltos mortais. Não sei se sou medroso demais ou convivi com pequenos acrobatas mirins, mas era isso que acontecia. Volta e meia um caía de cara na areia e ia pra casa com o nariz todo ralado, mas criança não se importa com isso.

 

Ah, o jardim de infância. Época abençoada em que nenhuma preocupação enchia nossas cabeças, a não ser a que horas a comida ficava pronta e se estaríamos em frente a TV quando os desenhos começassem. Época de, e se vocês me permitem a nostalgia, ouro que não volta nunca mais.

 

E, como amanhã é dia dos namorados, me peguei lembrando das menininhas de quem gostava na época da pré-escola. Durante aquele período inocente e pueril, gostava de duas gurias que sempre andavam comigo – e, estranhamente, era correspondido por ambas, ao contrário do que aconteceu durante minha adolescência. Nerd que é nerd é sempre um pária.

Demorei um pouco pra resgatar da memória os nomes delas: Flávia e Ana Paula. Uma era magrinha e usava óculos e a outra era um pouquinho gordinha. Lembro que quando não estava me machucando, brincando de lutinha com os outros garotos, andava com as duas. Era engraçado, me divertia muito com elas enquanto os piás nem ousavam se aproximar do sexo oposto.

Um dia, quando a Ana Paula tinha faltado, estávamos só Flávia e eu, andando pelo pátio. Se eu não me engano, estava reclamando (desde aquela época eu tinha um prazer absurdo ao reclamar) sobre o Guilherme por alguma coisa sem sentido quando ela virou pra mim e me deu um selinho. Não por acidente, a garota virou e encostou rapidamente seus lábios nos meus. Se não foi consciente, foi uma coincidência inacreditável, comparável somente com o alinhamento de todos os planetas com o Sol ao mesmo tempo. Logo em seguida ela ficou toda vermelha e saiu correndo, deixando um Yoshi com um sorriso bobo parado no pátio, sob o Sol.

Casos de alunos caindo de amores pelos professores são comuns também. Eu engrossei as fileiras das estatísticas que medem o número de alunos babacas que se apaixonam por alguém muito além de seu alcance e, no Pré-III, fiquei todo todo pra cima da minha professora, a tia Jaque (tive que perguntar pra minha mãe qual era o nome dela, não lembrava de jeito nenhum). Ela era bonita, gentil e amável com todo mundo… Ah, a decepção que tive quando descobri que ela estava noiva.

Professora Jaqueline, caso você esteja lendo isso hoje, saiba que um coração infantil e puro foi despedaçado.

 

E agora, pra fechar esse post, vou contar uma histó- DOLLY DOLLY GUARANÁ DOLLY!

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It has been a long time, Lenneth. Our current situation is as follows.

Eu acho que já usei essa frase em algum lugar aqui no blog antes. Meh, não importa.

Vejam só, meus queridos e imaginários leitores! Quem é vivo sempre aparece. Mesmo que demore seis meses para isso… Estou aqui eu, mais uma vez, na tentativa (provavelmente falida) de dar continuidade a esse blog. Já devo ter usado esse discurso umas trinta vezes, mas dessa vez eu acho que vai. To sentindo que vai. Se não der certo, faço o que sempre falei que faria caso os planos da minha vida não dessem certo: viro hippie. COMO virar um hippie quando o assunto é um blog, eu não sei. Talvez faça pixel art de colares e brincos e penduricalhos e venda por aí por preços absurdos.

A facilidade que eu tenho de escrever bobagem é algo que me admira.

Enfim.

Ausentei-me por todo esse período por uma série de acontecimentos infelizes que se abateram sobre minha pessoa. Nada, entretanto, tão grave quanto o que meus colegas de faculdade imaginaram. Não entrei pro mundo das drogas, não virei um eremita, não morri, não mudei de sexo tampouco virei o vocalista do Tokio Hotel. Aliás, como é o nome dele mesmo? Nunca lembro o nome dele.

Não me alongarei nesse assunto porque ninguém gosta de ler sobre desgraça que eu sei. Quando tem desgraça no meio, é pra ter foto senão todo mundo fica com aquela cara de ‘ah, é só isso? Pfft, vou ver um vídeo de gatos no youtube”.

Então.

Acho essas palavras começadas com E que eu to usando como entretítulo muito estranhas. De verdade. Eu devia parar com isso.

Mas então.

Segunda feira eu tive que fazer uma prova. Nada mais natural, nada mais justo que durante a faculdade você tenha que fazer provas. Mas o conteúdo da avaliação foi uma coisa que me incomodou durante todo o (breve, não minto) período em que me debrucei sobre o livro para estudar.

A obra em questão é do pesquisador Ciro Marcondes Filho e o capítulo dado como matéria falava da manipulação das informações pelo jornalista, para virarem matéria.

(E se você achava que as coisas que você lia via na TV eram puras e límpidas como água e que ninguém no jornal mente, toma essa na sua linda cútis)

É natural que as pessoas manipulem informações quando vão contar uma história. É natural que o homem faça isso, ou você vai falar que a grama parecia molhada quando aquela gorda descomunal caiu? Não, você vai falar que ela parecia uma capivara ali caída de quatro e que o chão deu uma leve balançada com o impacto. Você vai, claro, falar o que mais te chama a atenção.

Mas daí o digníssimo senhor Marcondes Filho coloca que o comunicador mutila, desfigura, corta e costura o fato a seu bel prazer, apenas para dizer no jornal o que lhe é mais conveniente. E que faz tudo isso de caso pensado, apenas para ganhar mais dinheiro.

Sei não, viu. Quando eu leio ou ouço esse tipo de coisa – e, acreditem, não é raro – fico imaginando o que essas pessoas pensam. Sem dúvida, devem ter uma visão completamente romântica da profissão e imaginar jornalistas como paladinos da verdade e da honra, que a única ambição e vontade é informar o povo das mazelas que os cercam e que provavelmente vivem de luz. Daí adentram uma redação e vêem a galera fazendo edições aqui e ali, mudando algumas coisa pra tornar a história mais interessante para o leitor/telespectador/consumidor da notícia e se frustram. Ficam naquele papinho de ‘pooxa, mas jornalista é tudo mau caráter! Mudam as coisas, omitem outras, inventam mais algumas e não interessa a informação…

Gente. Gente.

Não é assim que a coisa funciona.

Muitas vezes me frustrei com esse curso, não minto. Várias vezes pensei em desistir e me juntar à galera do artesanato alternativo no Calçadão. Mas se tem uma coisa pela qual me orgulho – e não só por mim, mas por todo mundo que conheço nessa graduação – é que se tiver algo pra fazer, vai ser feito e vai ser bem feito. Sem essa esculhambação. Sem essa molecagem.

Edições vão ser feitas. O enfoque vai variar. Mas jornalismo é mais do que isso. É mais do que manipulação. É mais do que trairagem. Estamos aí pra informar. Ou tentar, ao menos.

Orra, precisava desabafar. Uma pedra que se vai.

E é isso aí. Tamos de volta, Brasil.

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ÚLTIMO POST DE 2010 UHUL AEAEA ISSA GENIAL

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i’ve come to realise that the people around here are a bunch of pussies.

30/09/2010 7 comentários

Eu sou uma pessoa que, durante as tardes, tem muito tempo livre nas mãos. Não, sério. De verdade. Tirando uma coisa ou outra que eu tenho que fazer, durante a semana, fico vagabundeando e dormindo na biblioteca da faculdade. Eu poderia fazer algo de útil como, sei lá, ler um livro, escrever coisas ou até mesmo trabalhar no meu plano de dominação mundial mas… Nah. Dormir é melhor. Fico esperando assim porque o ônibus que me leva de volta ao tão adorado Mato® só sai às 18h. Por conta disso, das 14h até umas 17h30min, eu simplesmente fico morgando.

Por causa desse tempo livre, tenho costumeiramente saído da UEL – que ultimamente tem sido minha segunda casa – e ido até o Terminal Urbano. À pé. Olhaí uma aproximação da rota feita no Google Maps:

Agora, eu sei que é uma distância razoável e que o trajeto é bem cansativo. Mas, tendo compartilhado esse hábito com alguns amiguinhos da floresta, tive como resposta as mais interessantes reações:

  • Você é idiota?
  • Por que você faz isso com você mesmo?
  • Você se odeia?
  • Você não tem mais nada pra fazer da vida?
  • Nem você acredita nisso, vai.
  • Eu vou fazer esse trajeto pra pagar promessa caso o Guarani seja campeão!
  • PUTA QUE PARIU HEIN YOSHI CARALHO

Recebi, também, um soco que parecia ter a força de mil sóis, acompanhado de um “DAQUI ATÉ O TERMINAL À PÉ SEU INFELIZ”.

Essas reações só me fazem chegar a uma conclusão: o povo de Londrina – ou pelo menos, o povo de Londrina com quem convivo – é terrivelmente acomodado e preguiçoso. Não sei se é porque eu nunca gostei de andar de ônibus ou porque sempre tive amigos miseráveis que faziam tudo à pé, mas essa distância não é intimidadora assim. Não tenho essa coisa de parar, olhar o caminho a frente e pensar “puxa vida ta muito longe ainda acho que vou pegar um ônibus MAS QUE SORTE olha o 305 aí!

Olha só: às vezes eu saio até mais cedo do que o necessário pra chegar na hora de pegar meu ônibus sem enfrentar a fila do SUS que se forma no ponto, só pra dar uma andadinha a mais. No Calçadão, geralmente. Lá é tão legal de se andar.

Mas eu to me perdendo no post. Como sempre. Acho. Não sei. Enfim. Londrina, pare de ser tão mole. Uma horinha andando no sol senegalês que faz nessa cidade não é ABSOLUTAMENTE NADA. Pfft.

Bichas.

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de todas as vezes que pensei ser maluco, essa é de fato a mais gritante

27/09/2010 2 comentários

Eu não sou uma pessoa muito normal. Enquanto todos ao meu redor falam isso, só ontem eu fui ter a maior confirmação de todas. Aconteceu uma coisa que me fez parar e pensar “porra, maluquice foda, hein Yoshi.

O negócio é que eu tenho um pouco de TOC com as minhas músicas. Eu preciso que elas estejam devidamente organizadas, senão eu fico louco. Louco. LOUCO. E não só organizar por artistas ou álbuns. Tem que estar dividido por artista, depois organizado em álbuns – e por ano que foi lançado.

As músicas também têm que estar com as ID3 Tags perfeitamente organizadas – isso é uma coisa que me irrita muito. Ontem eu tava reclamando no msn porque um CD que tinha baixado tava com “www.baixemusicascompletas.blog.br” depois do nome do artista E da música. Além da falta de nexo – como assim “músicas completas”, poxa? – e da indignidade que é ter um site .blog.br, quem se presta a colocar essas coisas nas tags? Argh, que inferno. Por sorte existe o Musicbrainz e o Picard.

Sim, to copiando Cyanide and Happiness e Hyperbole and a Half. E sim, meus braços são ridiculamente longos assim.

Outra coisa que eu costumo fazer, e geralmente é o que mais me toma tempo, é pegar a capa do álbum, pra ilustrar a pasta. Mas não basta ser uma thumb qualquer de 50×50. Tem que estar numa qualidade aceitável, sem marcas d’água de blogs, nem nada. Mint condition, se possível. E é isso que me fez notar o quanto eu sou esquisito.

Não tava conseguindo achar a capa do CD MTV Apresenta Seu Jorge – que, aliás, é um puta CD. Todo mundo que gosta de MPB devia ouvir, é excelente – em qualidade decente. Tinha um no Google que tava aceitável, a não ser por uma marca circular que estragava a parada toda. Sério, se você tem um blog que disponibiliza downloads, não faça isso nas capas dos CDs. Atrapalha a vida de gente maluca como eu. É um pedido que eu humildemente faço aqui.

Eu não conseguia achar a capa do CD, mas foi lançado um DVD com a mesma imagem na capa e tudo. O que eu fiz foi o que todo mundo meio avariado das idéias faria (ao invés de simplesmente deixar isso de lado): vi onde a capa do CD acabava, mais ou menos, peguei a capa do DVD e recortei no Paint.

A felicidade que eu senti depois de ver minha pastinha, com as músicas devidamente etiquetadas e com a capa ali foi uma coisa indescritível. Quase como comer uma barra de chocolate inteira sem dividir com ninguém, enquanto assiste a um bom filme.

Sério.

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